segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Políticos analfabetos

O homem é um animal político. Os gregos revolucionaram a forma de fazer política, criaram a democracia visando o bem da cidade, mesmo que uma pequena parte da sociedade pudesse votar. Realmente Aristóteles foi um gênio!
Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez do povo, vamos celebrar nosso governo, e nosso estado, que não é nação, vamos comemorar que nem idiotas a cada Fevereiro e feriados... (perfeição). Renato Manfredini Júnior se perguntava indignado; Que país é este? E depois nos questionava; E a culpa é de quem? Quem roubou nossa coragem? Realmente Renato Russo continua sendo um gênio.
De certa forma o Brasil revolucionou a forma de fazer política, elegemos humoristas e ex-jogadores de futebol para nos representar, para falar por nós, precisávamos mesmo de um ambiente mais esportista e bem humorado no nosso planalto central, agora devemos nos perguntar, qual o próximo passo do deputado federal mais votado da ultima eleição, se candidatar a presidência? Será ele mais um gênio?
Realmente não podemos esperar muito de um país onde a propaganda mais bem humorada, ou melhor rimada são daqueles que vencem, as propostas impostas? Tanto faz não é, a propaganda é alma do negocio! Quem será o publico alvo desse negocio?
Eu costumava pensar que o Brasil era um circo democrático onde os palhaços éramos nós, mas esta mudando o palhaço esta voltando ao palco principal, e a mais omissa das platéias sentado no fundo enquanto alguns aplaudem e comemoram o incrível feito histórico como se fosse um gol.
Parece tudo muito irônico, mas, criticar sem sugestão de melhorias é pura ignorância, mas afinal, será que ignorantes somos todos? É... E políticos analfabetos também!
Com um triangulo de percussão na mão e um chapéu colorido me despeço no mais brega dos ritmos. Sem muita irônia... É claro.
É a porra do Brasil... 


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Letícia

A procura de respostas destilei meu sangue em uma mistura homogênea, tentando esquecer o medo de uma possível saudade me perdi no meio de tanta informação, e um ciúme arranhando meu peito me fez um corte exposto em uma conversa irônica com um tom de embriaguês, dizendo coisas que não havia acontecido, recebia respostas as quais apenas concordavam, com um tom tão irônico que meus olhos se encheram de ódio, a fome que era tamanha evaporou-se em pensamentos acelerados e o sono se transformou em um olhar fixo para qualquer lugar, o frio que pairava sobre quase tudo não fazia diferença sobre mim, a bebida que queimava aos poucos apagava o fogo e desfazia o nó em minha garganta, em mais uma descoberta abri um meio sorriso enquanto pensava que nada era maior que minha ira.
Assim como um céu fechado, havia um clarão azul entre nuvens, e olhando para ele com os olhos fechados desejei ver o sol, e em questão de instantes a lembrança veio como o astro principal me aquecer, a lembrança nada mais era que o ciúme é oriundo do amor e que nada é maior que ele.
Mas o arrependimento pode doer tanto quanto o ciúme, um olhar carregado olhando para dentro de mim fazendo com que minha alma aprisionada tentasse fugir para qualquer lugar, e um pedido de, por favor, me fez chorar enquanto tentava me lembrar de uma das mais arrogantes das conversas. Não há nada pior do que olhar para o espelho e não ver nada alem de uma imagem simétrica e virtual.
Letícia minhas sinceras desculpas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Contemplamento

Olhe para o céu e contemple, por mais que o dia esteja chuvoso, estenda o braço e sinta a água da chuva bater no seu rosto, e lembre-se que as chuvas são passageiras, saia de onde esta e abra os braços como se estivesse abraçando o universo, pise descalço no gramado de sua casa, sinta a terra, a mesma que esta ali há milhões de anos, a lua que nem sempre esta cheia, mas que esta sempre no mesmo lugar, o sol que nem sempre aparece, mas que ilumina o suficiente para nós enxergar. Respire fundo o vento que te atinge enquanto observa o relâmpago que acaba de clarear o horizonte por alguns instantes, não deixe que o barulho do trovão te assuste, o medo limita, beba a água com os olhos fechados e sinta ela enquanto desce pela sua garganta, veja o mundo com outros olhos, ouça a musica que toca e deixe o ritmo fazer o resto em quanto a sinfonia mergulha com você na melodia que te encanta.
Como o bater de asas de um beija flor a vida passa rápido enquanto contemplamos a flor da vida, e sem que se perceba, leva com ela momentos que não voltarão, as asas bate tão rápido que leva com ela o protagonista da historia, basta você decidir quem. Assim como uma fotografia estes momentos devem ser eternizados. Como aquela criança sentada na janela do primeiro vagão de um trem, que olha tudo pela primeira vez, mas com olhos tão encantados vê tudo ao seu redor como se fosse a ultima... Viva! Ame! Liberte-se!

domingo, 14 de agosto de 2011

Lembranças espontâneas


     Com passos largos e comportados, tentando esconder a pressa, ela chega sempre muito discreta, seu rosto rosado transponde o calor de seu corpo. O vento que sopra do norte cobre seus olhos com tão finos e esvoaçante, segurando os livros com um dos braços, ela tenta colocalos atrás das orelhas, que segura um par de brinco tão pequenos e brilhosos, comparados com uma estrela, a luz do por do sol reflete em seus olhos verdes deixando-os levemente fechados e com um tom de caramelo, sua pele branca se encaixa tão bem com o tom escuro de suas roupas, aproximando-se de algum lugar, ela tira os fones de ouvidos e finalmente abre um lindo sorriso auxiliado pelo metal dos aparelhos.
     E finalmente na hora em que todos descançam, destraida em um jogo de azar eu beijo seu pescoço e sinto sua pele doce e macia, respiro fundo e sinto seu cheiro, desejando que aquele momento nunca acabe, o som do sinal me puxa com violencia de novo para o mundo real, e o que me resta é mais alguns minutos.
     Com um violão no principal palco da vida, fecho os olhos e toco alguns acordes, simples mas tão harmonicos quanto. Sentado em quase total escuridão ha uma luz brilhante que sai da sua mão e que tambem esta me cegando aos poucos, e então, fecho os olhos e lembro de seu jeito, lembro de como ela mexe os lábios cantando baixinho e olhando para mim, e que quando me aproximo para ouvir está na parte em que diz ''é bom estar com você''.
     O tempo passa e a ansiedade me apunha-la, maluco insano tomando decisões com o coração, ando em um estreito abismo cujo o qual não vejo o fim, vivo no meio e não me recordo do começo, o domingo chega, o tédio corroe minha alma como vermes em cadaveres e as lembranças que antes eram tantas se transformam em uma, e o ódio cresce dentro de mim a ponto de querer fugir da dor da pior maneira, mas com o pouco de lucidez que ainda me resta me faz pensar que tudo vai passar, e que as chuvas são passageiras.
É triste pensar que tudo o que começa um dia acaba, mas não, olho o fim como um começo de um novo viver.