quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Letícia

A procura de respostas destilei meu sangue em uma mistura homogênea, tentando esquecer o medo de uma possível saudade me perdi no meio de tanta informação, e um ciúme arranhando meu peito me fez um corte exposto em uma conversa irônica com um tom de embriaguês, dizendo coisas que não havia acontecido, recebia respostas as quais apenas concordavam, com um tom tão irônico que meus olhos se encheram de ódio, a fome que era tamanha evaporou-se em pensamentos acelerados e o sono se transformou em um olhar fixo para qualquer lugar, o frio que pairava sobre quase tudo não fazia diferença sobre mim, a bebida que queimava aos poucos apagava o fogo e desfazia o nó em minha garganta, em mais uma descoberta abri um meio sorriso enquanto pensava que nada era maior que minha ira.
Assim como um céu fechado, havia um clarão azul entre nuvens, e olhando para ele com os olhos fechados desejei ver o sol, e em questão de instantes a lembrança veio como o astro principal me aquecer, a lembrança nada mais era que o ciúme é oriundo do amor e que nada é maior que ele.
Mas o arrependimento pode doer tanto quanto o ciúme, um olhar carregado olhando para dentro de mim fazendo com que minha alma aprisionada tentasse fugir para qualquer lugar, e um pedido de, por favor, me fez chorar enquanto tentava me lembrar de uma das mais arrogantes das conversas. Não há nada pior do que olhar para o espelho e não ver nada alem de uma imagem simétrica e virtual.
Letícia minhas sinceras desculpas.

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